sexta-feira, 28 de junho de 2019

EXAME NACIONAL HISTÓRIA A - 2019 - 10º ANO



Essenciais para responder ao ponto 4.1


b)  Calvinismo

• Calvino defende que todas as leis de Deus deviam ser obedecidas. Explica a salvação com a teoria da Predestinação: cada crente já estaria, desde a origem, destinado por Deus à Salvação ou à condenação eterna.

• Defende o sacerdócio universal e a autoridade exclusiva da Bíblia.

• Acredita na salvação pela fé e na existência de dois sacramentos: O batismo e a comunhão.

• Defende a teocracia (hierarquia dentro da igreja).

• O Calvinismo torna-se uma verdadeira ideologia revolucionária.

EXAME NACIONAL HISTÓRIA A - 2019 - 10º ANO



Essenciais para responder ao ponto 4.1

AS IGREJAS REFORMADAS

a) Luteranismo
• Princípios Luteranos:
 – Defende a autoridade única da Bíblia e a tradução do texto sagrado para alemão.
– Acredita na relação direta do crente com Deus.
• Rejeita o papel mediador do clero,
•Rejeita a autoridade do Papa. – Defende a alteração da doutrina da Igreja:
• Aceita apenas dois sacramentos (batismo e Eucaristia),
• Rejeita o culto dos santos e da Virgem,
• Institui como responsáveis pelo culto religiosos homens simples, designados por pastores.

terça-feira, 11 de junho de 2019

EXAME NACIONAL HISTÓRIA A - 2019 - 10º ANO



Essenciais para responder ao ponto 4.1

Lutero

5. A rutura teológica
Lutero pretende um retorno a um cristianismo primitivo, onde a fé era o mais importante. Em 1517 afixa a sua obra “95 teses sobre as Indulgências”. É considerado herético e finalmente excomungado. Foge e refugia-se na Saxónia, onde funda a Igreja Alemã Independente e Luterana.

 Em França, um extremista revolta-se contra a Igreja Católica. O seu nome é Calvino. Acredita na predestinação. O homem deve seguir uma fé intensa e ter uma vida piedosa e austera de moral rígida. É seguido na Suíça, Holanda e Escócia.
• No caso inglês, surge o Anglicanismo, com Henrique VIII e a querela com o Papa Clemente VII (1523/1534). O rei pretende o divórcio de Catarina de Aragão para casar com Ana Bolena, o que lhe é negado. Resta-lhe então, separar-se também ele da igreja Católica.

EXAME NACIONAL HISTÓRIA A - 2019 - 10º ANO


Essenciais para responder ao ponto 4.1




4. A renovação da espiritualidade e religiosidade


4.1 A REFORMA PROTESTANTE
  1. Críticas à Igreja
O Renascimento provocou uma grave crise na Igreja. A nova visão do homem e do mundo, mostra que as ideias veiculadas pela Igreja não estavam de acordo com a nova mentalidade.
Os humanistas pretendiam um retorno à pureza do cristianismo primitivo. Condenavam os membros da igreja não viviam de acordo com os princípios da Igreja.
Defendia-se a necessidade de uma prática mais autêntica e profunda, uma religiosidade em que existisse uma verdadeira fé.
A devoção torna-se mais pessoal, bem como o sentimento de culpa (e a morte em pecado).
.• As ordens mendicantes, que condenam o luxo e a imoralidade da Igreja.
Também o facto da Burguesia pretender o enriquecimento, leva à crítica à Igreja, que se opõe à prática da usura e do juro.
  1. Primeiras crises religiosas
Século XIV – heresia de John Wyclif, que contesta a autoridade do clero na Inglaterra e o pagamento da dízima.
Século XV: Jan Huss defende os checos contra o domínio do Império Alemão. Segundo a sua opinião, ninguém se poderia considerar representante de Cristo, se não seguisse o exemplo divino.
.• Grande parte da igreja do século XV tinha-se afastado dos princípios de pobreza pregados por Cristo e pelos primeiros apóstolos, e vivia no luxo e na ostentação. A corrupção alastrava dentro da igreja católica.
  1. Motivos para o descontentamento:
Venda de cargos religiosos: a prática de simonia era frequente. Aos cargos mais importantes como Arcebispado, Bispado, Cónego... chegavam os filhos segundos da nobreza, que viam aí um meio fácil de enriquecer e ter prestígio.
Falta de preparação e vocação dos membros do clero.
Luxo, ostentação, vida mundana e imoral dos clérigos. O Papa não era mais que um importante “monarca” com família e onde a guerra e a política se sobrepunham à prática do culto. O restante clero seguia o exemplo do seu chefe. – Venda da Bula das Indulgências.
  1. Críticas
Em 1513, o Papa Leão X, decide enviar monges por toda a Europa, solicitando aos fieis uma contribuição para a conclusão das obras da Basílica de S. Pedro. Em troca, o Papa concedia uma Indulgência, isto é um documento que lhes perdoava a penitência pelos seus pecados.
Erasmo de Roterdão (1466-1536), autor da obra “O elogio da Loucura” critica os abusos do clero e defende a necessidade de uma purificação da moral e dos costumes.
Lutero, monge da ordem de Santo Agostinho, encontra a resposta à sua inquietação nas cartas de São Paulo, em que lê: o justo pode salvar-se pela fé. Revolta-se, assim , contra a venda das indulgências.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

EXAME NACIONAL HISTÓRIA A - 2019 - 10º ANO



Essenciais para responder ao ponto 3.3

















A pintura em Portugal

A pintura sofre uma grande renovação, destacando-se diversas escolas ou oficinas: Coimbra (fortemente ligada à estética gótica); Lisboa;Évora (Francisco Henriques) e Viseu (oficina de Vasco Fernandes).

Foi usada a pintura a óleo e seguiram-se as tendências da perspetiva e as representações naturalistas.

Nomes grande da pintura foram Grão Vasco ou Nuno Gonçalves.

EXAME NACIONAL HISTÓRIA A - 2019 - 10º ANO



Essenciais para responder ao ponto 3.3















A escultura em Portugal

As obras escultóricas eram fortemente ligadas à temática arquitetónica, o que se explica pela persistência do gótico em Portugal.

Entre finais do séc. XV e a segunda metade do séc. XVI verificou-se um forte surto escultórico, multifacetado.

Pias batismais, túmulos, portais e altares transmitem essa obra onde os vários estilos se fundem .

Destacam-se nomes como o de Diogo Pires, o Velho e Diogo Pires, o Moço; João de Castilho ou Nicolau Chanterenne. 

EXAME NACIONAL HISTÓRIA A - 2019 - 10º ANO




Essenciais para responder ao ponto 3.3












A arquitetura renascentista em Portugal

Influência da estética clássica e resultado das dificuldades económicas no reinado de D. João III,  substituíram a exuberância manuelina por uma severidade nas formas influenciada por   Francisco de Holanda e D. Miguel da Silva.

Como marcas do classicismo em Portugal podemos destacar:

  1. A simplicidade das nervuras das abóbadas de cruzaria
  2. A utilização das abóbadas de berço e as modernas coberturas planas
  3. A igreja-salão
  4. A substituição dos contrafortes por pilastras laterais
  5. A delimitação das naves por arcadas redondas
  6. A multiplicidade de frontões, colunas e capitéis
  7. O aparecimento dos edifícios de planta centrada.



Na arquitetura civil, destaca-se a Casa dos Bicos; a Quinta da Bacalhoa…