sexta-feira, 20 de maio de 2011

PINTURA




É durante o Renascimento que a pintura europeia se promove e emancipa, adquirindo uma dignidade e elevação sem precedentes.


Leonardo da Vinci elevou a pintura ao cume das artes. Ela era a arte por excelência, o pintor, o criador.



Falando agora das características gerais da pintura renascentista, diremos que ela comungou da paixão pelos clássicos. Tal como se fez sentir no gosto pela representação da figura humana.


Deste modo, a pintura reflectia, também, a redescoberta homem e do indivíduo, que foi uma imagem de marca da cultura renascentista. O que mais vinca a pintura do Renascimento é a sua originalidade e criatividade.

1. Pintura a óleo


É realizada sobre a madeira ou tela, a pintura a óleo conheceu uma grande aceitação. Não só pela durabilidade e possibilidade de retoque que conferia às obras de arte, mas também pela variedade de matizes e de gradações de cor, que garantiam representações pormenorizadas e efeitos de luz e de sombra.


2. Terceira dimensão

A descoberta da terceira dimensão ficou-se a dever aos estudos matemáticos sobre a perspectiva. De acordo com tais estudos, o campo de visão do observador é estruturado por linhas que tendem a unificar-se no horizonte. Servindo-se do cruzamento d obliquas, de efeitos de luz e cores, de aberturas rasgadas nos fundos arquitectónicos, construindo assim um espaço tridimensional, marcado pela profundidade, pelo relevo e pelo volume das formas. Deste modo, concretizaram a perspectiva linear.
No séc. XVI, Leonardo da Vinci tornou-se um grande teórico da perspectiva aérea. Para o efeito utilizava o sfumato, gradação pequeníssima da luz, que nos permitiu ver os objectos locais com maior nitidez, enquanto os mais afastados se transformam em sombras azuladas.

3- Geometrização


Para a composição das cenas, os pintores renascentistas adoptaram formas geométricas, com preferência pela piramidal, para composição das cenas. Considera-se que perspectiva e geometria foram os grandes fundamentos da composição artística no Renascimento.



4- As representações naturalistas


As representações naturalistas enquadram-se no movimento de descoberta da Natureza e de valorização do real numa época de renovação de hábitos e ideias, em que se despontava a concepção do homem.
A expressividade dos rostos, aos quais não se inibia de apontar imperfeições.

Não lhes bastou a veracidade dos traços fisiológicos. A grandeza dos retratos renascentistas residiu na sua capacidade de exprimir sentimentos e estados de alma e de reflectir os traços da personalidade.

Ressalta também, a espontaneidade dos gestos e a verosimilhança das vestes e dos cenários, que eram de casas e paisagens da época, em lugar dos fundos dourados das pinturas góticas.


Por sua vez, o corpo, de humanos ou animais, foi pintado com verdadeiro rigor anatómico.

Quanto à variedade de rochas, plantas, rios, lagos, montanhas e cidades, foram consequência de um conhecimento experimental do mundo envolvente, que permitiu fazer da paisagem um elemento essencial da composição pictórica.

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