quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A exploração económica do senhorio


2. A exploração económica do senhorio


Os bens territoriais chamavam domínios senhoriais e constituíam outra base das classes nobre e eclesiástica.

Resumiam-se muitas vezes a um conjunto de parcelas territoriais distribuídas por campos de cereais, vinhas, pomares, pastos, bosques, etc. .Um senhorio era constituído por:

* • A quintã, também chamada de paço ou reserva, que incluía o castelo (morada do senhor), os estábulos, celeiros e igreja.
A sua exploração era feita pelos servos e colonos livres dos casais que aí prestavam serviços gratuitos e obrigatórios durante um certo número de dias por anos: eram as jeiras.

* Os casais ou vilares, subdivididos em glebas, que correspondiam aos mansos europeus.


Na sua exploração estabelecia-se um contrato entre os senhores e os colonos, também chamados de “caseiros”.

As rendas neles consignadas eram de dois tipos: fixas ou de parceria, sendo que as de parceria correspondiam a uma fracção das colheitas. Nos domínios eclesiásticos, a exploração económica era mais rigorosa e o controlo mais absorvente.

Nos começos do século XIII instituiu-se o pagamento da dízima à igreja – 10% de toda a produção bruta.

A situação social e económica das comunidades rurais dependentes


Nos seus domínios, a classe senhorial controlava muitos homens – os dependentes, aos quais exigiam tributos e prestações.
Em 1211, uma lei de Afonso II afirmava que todo o homem livre devia depender de um senhor.

Isto significou que os herdadores, proprietários de terras algodoais, passaram a ser sujeitos a prestações senhoriais. Quanto aos colonos, homens livres que trabalhavam em terra alheia viram os contratos a prazo passarem a perpétuos, aumentando com eles as prestações dominiais. Os servos eram os descendentes de escravos libertos, a quem foram entregues casais para exploração e que viviam sobrecarregados com as jeiras. A escravatura foi aumentando desde a segunda metade do século XI, através do afluxo crescente de cativos mouros, empregados em trabalhos domésticos, no artesanato e na agricultura. Restavam os assalariados, que viviam do aluguer do seu trabalho, demasiado na época das colheitas, escasso no Inverno.

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